terça-feira, 6 de novembro de 2007

Boletim IGF - 06/11/2007

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Boletim IGF - 06/11/2007


Última reportagem que prestamos para o G1 (da Globo.com)

Saiba fazer o planejamento financeiro da gravidez

Link em nosso site: http://www.igf.com.br/aprende/dicas/dicasResp.aspx?dica_Id=5131
Link direto do jornal G1: Clique aqui para acessar a reportagem direto do G1, ou copie o link abaixo em seu navegador:
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL148192-9356,00-SAIBA+FAZER+O+PLANEJAMENTO+FINANCEIRO+DA+GRAVIDEZ.html


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Vendas O Consumidor
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Vendas Gerente de Vendas

Comentários da semana

Banco Central norte-americano reduz taxa de juros básica em 0,25% para 4,5%aa.

Mercados financeiros iniciam a semana em tom mais pessimista por conta de notícias negativas de instituições financeiras.


A curta semana para o mercado local, em função do feriado de Finados na sexta-feira, mostrou enorme volatilidade das bolsas espalhadas pelo mundo. O petróleo voltou a ampliar o estresse dos investidores, com novo recorde acima de US$ 96,00 para dezembro, ao mesmo tempo em que a aversão ao risco se fez mais presente.

O principal motivo foi novamente o recrudescimento dos problemas com os créditos suprime no mercado americano, a partir de balanços ruins do terceiro trimestre de instituições financeiras. Os CEOs da Merril Lynch e Citigroup renunciaram (estima-se prejuízo para o Citigroup superior a US$ 8 bilhões), ao mesmo tempo em que as estimativas de perdas se tornaram maiores. Com isso, em 01/11 o FED foi obrigado a injetar recursos no mercado financeiro no valor de US$ 41 bilhões, segunda maior intervenção depois do início da crise em meados de julho.

Por aqui a aversão também se fez presente, com o risco país subindo para 186 pontos, o dólar se recuperando para R$ 1,75 e a Bovespa mostrando retração na curta semana de 0,35%, após bater novos recordes. O Dow Jones mostrou perdas na semana de 1,53%.

Investimentos:

- Seguindo a análise técnica, diríamos que as linhas de suporte do mercado local e do Dow Jones ainda estão razoavelmente longe, o que significa dizer que seriam simples correções dentro do processo de alta;

- Apesar disso, convém avaliar os limites de 61400 pontos para o Ibovespa e 13000 para o Dow Jones, que se rompidos para baixo poderiam precipitar mais os mercados, mudando a tendência de das bolsas;

- Sugerimos alguma preferência pela liquidez e aplicação em empresas com bom conteúdo fundamentalista no curto prazo, visando ampliar a proteção. Indicamos também avaliar nossas sugestões de carteiras que constam no Portal Ágora, atentando para formulações mais agressivas e conservadoras.


Perspectiva

A próxima semana é razoavelmente vazia de indicadores importantes, o que pressupõe as atenções voltadas integralmente para os problemas de crédito, para a atuação dos bancos centrais espalhados pelo mundo e para a perspectiva do FED reduzir a taxa básica do patamar de 5,25%. Nesse aspecto, as negociações dos Fed Funds embutem essas perspectivas com 100% de certeza até o final de dezembro de 2007, o que poderia reduzir pressões e melhorar a inadimplência no crédito.

A volatilidade dos mercados será determinada pela atitude dos BCs na resolução dos problemas, ao mesmo tempo em que os agentes tentarão determinar o volume de perdas e as instituições afetadas, além da capacidade de absorção de prejuízos.

Somos de opinião que os mercados podem recuperar parte das perdas incorridas recentemente, porém de forma lenta e seletiva, em função dos riscos que envolvem os mercados. Por aqui, a ultrapassagem dos vencimentos futuros pode reduzir pressões, deixando os mercados mais normais no curto prazo, muito embora com grande volatilidade e mudanças de curso ao sabor do noticiário.

A próxima semana incorpora as expectativas de atuação dos bancos centrais na tentativa de domar os problemas com o crédito, além da antecipação do que será a decisão do FED em 18/09 sobre política de juros. Nesse aspecto, cabe destacar que os dados divulgados sobre criação de vagas em agosto vieram péssimos (menos de 4 mil, quando as estimativas eram de alta de 100 mil) e isso pode motivar redução dos juros maior do que os esperados 25 pontos base, levando a taxa para abaixo de 5%.

Mais para o final da semana (portanto antes dessa reunião do FED) sairão dados importantes na economia americana, referentes a agosto, de vendas no varejo e produção industrial, além do indicador de confiança do consumidor da prévia de setembro, esse bem atual e já capturando efeitos do problema com o crédito.

Por aqui a situação segue razoavelmente tranqüila, mas certamente acompanharemos a tendência internacional.

Bolsa Brasil
A performance da Bolsa de valores local permanecerá fortemente associada aos eventos externos. A volta dos temores com o mercado de crédito nos Estados Unidos, em razão do anúncio de notícias desfavoráveis inerentes à saúde financeira de alguns bancos naquele país, deverá ocasionar significativa volatilidade nos ativos de renda variável nos próximos dias, inclusive com a possibilidade de realizações nos lucros auferidos nas últimas semanas, em especial nas ações de primeira linha, forte receptoras de investimentos externos nos últimos dias, em face de sua boa liquidez.


Juros Brasil
As últimas sinalizações do Banco Central em seus comunicados de interrupção no ciclo de cortes na taxa de juros e as incertezas na cena externa contribuirão para que prossigam a apatia e a falta de liquidez no segmento de renda fixa. Por isso, diante da falta de apetite dos investidores no posicionamento neste tipo de ativo, a curva de juros doméstica deverá evidenciar estabilidade nos próximos dias. Entretanto, é preciso ficar atento aos eventos do exterior, já que qualquer notícia mais adversa ou a alteração no humor dos mercados poderão acarretar mais volatilidade no mercado de renda fixa local, sobretudo para os contratos de vencimento mais longos, mais sensíveis às adversidades externas.


Câmbio Brasil
O Real, a exemplo dos últimos meses, continuará favorecido pelo forte fluxo comercial e financeiro de recursos. No entanto nos próximos dias, em virtude de um quadro externo menos favorável e mais volátil é possível que o dólar encontre sustentação frente a divisa brasileira.


Bolsa EUA
O surpreendente anúncio do dado de vagas criadas no mercado de trabalho norte-americano, aliado à divulgação de um confortável dado de crescimento referente ao terceiro trimestre naquele país e à redução na taxa de juros básica em 0,25%, deve contribuir para certa sustentação nas bolsas mundiais. No entanto, nos próximos dias os ativos de renda variável estarão envoltos em mais volatilidade, justificada pelas notícias mais negativas no setor financeiro, principalmente no que se refere à saúde de algumas instituições financeiras.


US Treasury
A inclinação positiva da curva de juros norte-americana deverá se manter ou até acentuar-se nos próximos dias. Os títulos com prazo de vencimento mais longos continuarão a projetar mais pressões inflacionárias no longo prazo. Além disso, em resposta à política de flexibilização monetária promovida pelo FED nos últimos meses, os títulos de prazo de duração mais curtos indicarão rendimentos ainda mais baixos. Em adição, os vencimentos mais curtos prosseguirão recepcionando forte volume de recursos, comumente reconhecidos pela sua referência de segurança em situações de incerteza, mais uma vez ocasionada pelas apreensões em relação ao mercado de crédito norte-americano.


Juros US
A divulgação do dado de criação de novas vagas nos Estados Unidos em linha com o esperado trouxe alívio aos investidores, na medida em que as expectativas de uma desaceleração mais gradual da economia norte-americana se tornam mais concretas. Por outro lado, em virtude do maior vigor evidenciado pelo mercado de trabalho naquele país, é muito provável que os contratos futuros de Federal Funds passem a embutir menor probabilidade de cortes na taxa básica de juros por parte do Banco Central. Assim, a curva de juros dos Estados Unidos poderá apresentar elevação em seus rendimentos, em especial para os prazos mais curtos, segmento que é utilizado como referência de segurança diante da crise de liquidez ocasionada no mês de agosto e no início de setembro.


Dólar X Euro
O anúncio de um dado de emprego ainda robusto nos Estados Unidos e o comunicado do Banco Central norte-americano em que se sinalizou uma possível estabilidade na taxa de juros básica no país poderiam até promover alguma resistência ao dólar ante o Euro, contudo a divulgação de fortes indicadores de atividade na Europa - aumentando a probabilidade de continuidade de aperto monetário naquele continente - acaba por intensificar o diferencial de juros e crescimento entre Estados Unidos e Europa, favorecendo a divisa do velho continente. Por isso, é possível que o euro mantenha uma trajetória de valorização perante o Dólar nos próximos dias.



Dólar X Libra
As perspectivas para a libra para os próximos dias, a exemplo do euro, devem ser de elevação. O anúncio de dados mais fortes que o esperado no segmento imobiliário na Inglaterra deve reduzir a probabilidade que alguns analistas embutiam de redução na taxa básica no país já no início de 2008. Assim, a a divisa britânica deverá encontrar espaço para valorizações adicionais diante do dólar nas semanas vindouras.

Mercado Doméstico

A semana será repleta de divulgações de indicadores domésticos. A produção industrial de setembro (terça-feira) deverá exibir alta de 6,5%, segundo nossas projeções, ligeiramente abaixo da média de julho-ago de 2007 (6,7% YoY). Com isso, a média móvel trimestral da produção ficaria estável ante o mês anterior (em 6,7%), mas tenderia a subir consideravelmente ante o 2T07 (que ficou em 5,7%).

A atividade industrial tende a se manter dinâmica no 4T07, diante da robustez da demanda doméstica, assim como os investimentos também estão em ascensão, o que deve representar aumento da capacidade de oferta da economia ao longo dos próximos trimestres. Porém, o que se observa no curto prazo é o contrário - o aumento do nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria. De acordo com dados da FGV, o NUCI de out./07 atingiu 87%, nível máximo desde 1976. A limitação da oferta da indústria perante uma demanda crescente não permite que se descarte pressão inflacionária no curto prazo.

O IPCA de outubro (quarta-feira) deve se acelerar (projetamos 0,25%) em relação ao de setembro (0,18%), a despeito da forte deflação esperada nos preços do leite e do desconto da conta de energia elétrica em São Paulo (redução de Pis/Cofins), que, juntas, deverão retirar 0,20 p.p. do IPCA em out./07. Nossa expectativa para o IPCA do 4T07 é de ligeira desaceleração (0,83%) ante o 3T07 (0,89%), com projeção de alta de 4,0% para em 2007.

Projetamos desaceleração para o IGP-DI de outubro (0,96%) ante o de setembro (1,17%). O índice deve se manter em patamar elevado, com o aumento do índice acumulado em 12 meses para 6,3%.

Os principais acontecimentos da agitada semana que passou foram o corte das taxas de juros pelo Banco Central dos Estados Unidos e o crescimento acima do esperado do PIB do país referente ao 3T07. Nesta semana, destaque para o discurso do presidente do FED na Comissão do Congresso norte-americano.

O PIB norte-americano do 3T07 superou as expectativas, com expansão de +3,9% a.a., ante os +3,1% a.a. esperados pelo mercado. O consumo privado e as exportações líquidas foram os responsáveis pelas maiores contribuições. O investimento residencial, por outro lado, destacou-se negativamente, retirando 1,1% de expansão. O PIB observado afasta o risco de recessão em 2007. Porém, com a perspectiva de continuidade do ajuste do setor imobiliário, deteriorações adicionais no consumo e no investimento representam riscos reais para a expansão de 2008.
Mercado Doméstico - Renda Variável

O mercado na semana que vem

Na semana que vem, as bolsas mundiais devem continuar com a onda de otimismo gerada pelo corte de 25 pontos-base nos juros feita pelo FED e pela boa surpresa do PIB dos Estados Unidos. Exceto pela terça-feira, que traz alguns dados do mercado de trabalho norte-americano, a ausência de eventos relevantes deverá abrir espaço para mais altas nos mercados emergentes e registrar novas quedas do dólar em relação às moedas desses países.

Já no mercado interno, o foco está na terça-feira, quando serão divulgados o IGP-DI e o IPCA de outubro. O Banco Central interrompeu o ciclo de corte na Selic, em virtude de já mirar a meta de inflação de 2008; contudo, tais dados podem indicar a tendência do nível de preços e, por conseguinte, das taxas de juros no Brasil. Devido ao forte fluxo de capital externo, não acreditamos que esse seja uma fato significativo para a Bolsa, mas os investidores devem ficar atentos.

A temporada de resultados do terceiro trimestre permanece aquecida com a divulgação de importantes empresas. Na semana que vem, é a vez de Bradesco, Duratex, Equatorial, Itaú, Dasa, Gafisa, Gerdau, Terna, B2w, CPFL Energia, Lojas Renner, Tim, CCR Rodovias, TAM, Tractebel, Transmissão Paulista e Embraer.

Carteira Recomendada

Transmissão Paulista é nossa top pick do setor elétrico este mês. Acreditamos que seu desempenho será superior ao do Ibovespa em função de fortes resultados. Adicionalmente, o recente anúncio do pagamento de juros sobre o capital próprio confirma a expectativa de que a companhia irá adotar uma política de distribuição de dividendos mais agressiva.

Tegma entrou em nossa lista, pois também deve apresentar um bom resultado do 3T07 devido ao crescimento do setor automotivo graças aos seguintes fatores: (i) redução na taxa básica de juros; (ii) extensão dos prazos de financiamento; (iii) expansão das montadoras em regiões distantes dos grandes centros (principais consumidores), o que aumenta o frete médio por quilômetro transportado.

Empresas

A Perdigão divulgou resultado acima das expectativas do mercado, com forte expansão das margens. A margem Ebtida, de 13,7%, mais que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Para isso, melhorou o mix de produtos e reduziu a dependência de grãos. A receita líquida da companhia foi de R$ 1.658. Além disso, na última terça-feira foi oficializada a compra da Eleva por R$ 943 milhões, 46% deles em dinheiro e o restante em ações.

A Petrobras cortou em 17,7% o fornecimento de gás natural para as distribuidoras do Rio de Janeiro e São Paulo. O motivo foi o despacho de usinas termoelétricas nas regiões Sul e Sudeste pelo ONS. A empresa cortou o volume excedente ao contratado pelas companhias e irá arcar com os custos de substituição do gás pelo óleo combustível para os clientes industriais. Esse tipo de incidente já estava previsto em nossa análise e não deve ter relevância para o desempenho das ações no curto prazo.

Reduzimos o preço-alvo para as ações de Natura para o final de 2008, de R$ 30,00 para R$ 27,40, ainda com potencial de apreciação em torno de 30% e recomendação de manutenção. A revisão considerou os resultados do terceiro trimestre, que vieram abaixo do esperado, e perspectivas de margens menores devido a um ambiente competitivo mais acirrado, que demandará maiores gastos com marketing e promoções.

INDICADORES
Ativo

Cotação

Variação 1 mês

Variação 6 meses





CDI - Ano (%) *

11.10

-0.02

-1.23

Swap pré - 6 meses (%) *

11.19

0.06

-0.55

Swap pré - 12 meses (%) *

11.42

0.18

0.20

IBOVESPA

63,081.39

1.72

27.51

Dólar **

1.75

-2.76

-13.14

EMBI Brazil (SoT) *

189.00

27.00

33.00

10 y US (%) *

4.31

-33.09

-33.35

Bolsa US - SP500

1,494.64

-4.04

-0.73

Bolsa Europa - MSCI Europe

132.72

-1.73

-2.97

Euro ***

1.45

2.36

6.37

British Pound ***

2.08

1.86

4.37

Yen ***

114.28

2.38

5.09


* Net change (nao percentual)
** Rentabilidade (+ depreciacao do Real contra o dolar; - apreciacao do Real)
*** Rentabilidade (- depreciacao da moeda contra o dolar; + apreciacao da moeda)



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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

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Comentários da semana

Ata do FOMC de setembro poderá sinalizar quais serão os próximos passos do Federal Reserve.

No mercado doméstico, as atenções estarão voltadas para a divulgação do IPCA na quarta-feira.


A semana passada voltou a ser positiva para o mercado secundário de ações, em que pese a enorme volatilidade apresentada intra e entre pregões. Aliás, a alternância entre o campo positivo e negativo foi uma constante, comandada por Petrobras e Vale do Rio Doce. A forte valorização no curto prazo das ações da Vale chamou vendedores realizando lucros recentes, ao mesmo tempo em que o fluxo de entrada de recursos tentava adquirir ações para prazos mais longos.

A agenda razoavelmente fraca da semana se encarregou de deixar o mercado meio sem rumo, o que acabou facilitando a volatilidade, ainda pressionada pela aproximação dos vencimentos em mercados derivativos, previstos para 15/10 e 17/10, respectivamente opções e índice futuro.

Maior definição somente quando o payroll de setembro foi divulgado nos EUA, com a criação de vagas na economia maior que o esperado. A partir daí, a constatação de que a economia americana está melhor que o suposto, determinou a recuperação dos mercados, fazendo com que o Dow Jones, S&P e Ibovespa atingissem novos recordes intraday ou no fechamento. Nesse contexto, o Ibovespa cravou alta na semana de 3,06%, enquanto o Dow Jones evoluía 1,22%.


Perspectiva

A próxima semana é razoavelmente vazia de indicadores importantes, o que pressupõe as atenções voltadas integralmente para os problemas de crédito, para a atuação dos bancos centrais espalhados pelo mundo e para a perspectiva do FED reduzir a taxa básica do patamar de 5,25%. Nesse aspecto, as negociações dos Fed Funds embutem essas perspectivas com 100% de certeza até o final de dezembro de 2007, o que poderia reduzir pressões e melhorar a inadimplência no crédito.

A volatilidade dos mercados será determinada pela atitude dos BCs na resolução dos problemas, ao mesmo tempo em que os agentes tentarão determinar o volume de perdas e as instituições afetadas, além da capacidade de absorção de prejuízos.

Somos de opinião que os mercados podem recuperar parte das perdas incorridas recentemente, porém de forma lenta e seletiva, em função dos riscos que envolvem os mercados. Por aqui, a ultrapassagem dos vencimentos futuros pode reduzir pressões, deixando os mercados mais normais no curto prazo, muito embora com grande volatilidade e mudanças de curso ao sabor do noticiário.

A próxima semana incorpora as expectativas de atuação dos bancos centrais na tentativa de domar os problemas com o crédito, além da antecipação do que será a decisão do FED em 18/09 sobre política de juros. Nesse aspecto, cabe destacar que os dados divulgados sobre criação de vagas em agosto vieram péssimos (menos de 4 mil, quando as estimativas eram de alta de 100 mil) e isso pode motivar redução dos juros maior do que os esperados 25 pontos base, levando a taxa para abaixo de 5%.

Mais para o final da semana (portanto antes dessa reunião do FED) sairão dados importantes na economia americana, referentes a agosto, de vendas no varejo e produção industrial, além do indicador de confiança do consumidor da prévia de setembro, esse bem atual e já capturando efeitos do problema com o crédito.

Por aqui a situação segue razoavelmente tranqüila, mas certamente acompanharemos a tendência internacional.
Bolsa Brasil
Após forte oscilação ao longo da semana, a performance positiva da Bovespa nos últimos dias esteve associada aos eventos internacionais, com destaque para a notícia do dado de emprego nos Estados Unidos na sexta-feira e para o forte volume de negócios centralizados nas ações de Vale do Rio Doce e Bradespar, que detêm boa participação no índice paulista. Para os próximos dias, a exemplo das bolsas nos Estados Unidos, a agenda intensa de indicadores lá fora deverá ocasionar mais volatilidade nos ativos de renda variável locais.

Juros Brasil
Diante das últimas sinalizações do Banco Central em seus comunicados a respeito da interrupção do ciclo de cortes na taxa de juros e da elevação nas projeções de inflação para 2008, o comportamento da curva de juros local deverá ser de estabilidade para os próximos dias. No entanto, é preciso ficar atento aos eventos do exterior, já que qualquer notícia mais adversa ou a alteração no humor dos mercados poderão acarretar mais volatilidade no mercado de renda fixa local, sobretudo para os contratos de vencimento mais longos, comumente receptores de recursos externos.

Câmbio Brasil
Depois de uma semana de forte valorização do real perante o dólar, com a divisa brasileira evidenciando recordes de cotação, a tendência para este mercado de câmbio deverá se manter favorável à moeda local, o que é justificado pelas perspectivas de continuidade de fluxos financeiro e comercial para o país. Entretanto, é possível que valorizações expressivas ante o dólar sejam mais difíceis de observar, uma vez que já existem argumentos capazes de promover certa resistência à moeda norte-americana. Podem contar a favor dessa divisa a leve redução do saldo da balança comercial brasileira em função do crescimento mais acelerado das importações diante das exportações, o menor interesse de investidores estrangeiros por ofertas públicas com preferência por ações líquidas que negociam ADRs e a queda nas probabilidades de cortes na taxa básica de juros nos Estados Unidos em virtude da constatação de um mercado de trabalho ainda conservado.

US Equities
Muito embora o dado de emprego nos Estados Unidos tenha fornecido mais argumentos para um quadro ainda salutar da economia norte-americana - e com isso contribuído para a boa performance das bolsas na semana passada -, a agenda de eventos para os próximos dias, aliada ao feriado na segunda-feira, poderá fornecer condições para mais volatilidade nos ativos de risco, sobretudo os de renda variável. Os investidores, conscientes da existência de riscos a serem monitorados, aguardam nesta semana a ata do comitê de política monetária dos Estados Unidos, bem como dados sobre o mercado de hipotecas e de trabalho, o índice de inflação ao produtor de setembro e o discurso de Ben Bernanke.

Juros US
A divulgação do dado de criação de novas vagas nos Estados Unidos em linha com o esperado trouxe alívio aos investidores, na medida em que as expectativas de uma desaceleração mais gradual da economia norte-americana se tornam mais concretas. Por outro lado, em virtude do maior vigor evidenciado pelo mercado de trabalho naquele país, é muito provável que os contratos futuros de Federal Funds passem a embutir menor probabilidade de cortes na taxa básica de juros por parte do Banco Central. Assim, a curva de juros dos Estados Unidos poderá apresentar elevação em seus rendimentos, em especial para os prazos mais curtos, segmento que é utilizado como referência de segurança diante da crise de liquidez ocasionada no mês de agosto e no início de setembro.

Dólar X Euro
O anúncio de um dado de emprego ainda robusto nos Estados Unidos chegou a favorecer a cotação do dólar ante as principais moedas do globo, em particular o iene. No entanto, a divisa norte-americana não conseguiu sustentação em relação ao Euro, que, em oposição à lógica dos mercados, permaneceu fortalecida até o final da semana passada. Apesar da decisão do Banco Central Europeu de manter inalterada sua taxa de juros, bem como de reduzir a probabilidade de cortes na taxa de juros nos Estados Unidos - o que poderia promover alguma força para o dólar -, a tendência que apresentam alguns bancos centrais de diversificação de suas reservas em moedas alternativas ao dólar tem se constituído em mais um vetor capaz de favorecer a cotação do euro no médio prazo.


Dólar X Libra
A perspectivas para a libra, para os próximos dias, é de estabilidade. A despeito da correlação positiva observada entre a moeda britânica e o euro nos últimos meses, é provável que a primeira divisa apresente relativa estabilidade diante do dólar daqui para a frente. As projeções de alguns analistas de que o Banco Central da Inglaterra irá promover cortes na taxa básica de juros a partir do ano que vem podem retirar a força dessa moeda no curto prazo.

Mercado Doméstico - Renda Fixa

Com a afirmação, no último relatório de inflação, de que, "em momentos como o atual, a prudência na condução da política monetária passa a ter papel ainda mais importante", acreditamos que o Banco Central pode ter sinalizado que o ciclo de cortes chegou ao fim. Além disso, embora modesta (+0,1 p.p.), a elevação da projeção de inflação acumulada em 2008 para 4,2% no cenário de referência é um sinal de que a margem de segurança da política monetária está um pouco menor.

O lado bom da moeda tem sido a apreciação do BRL/USD, que, se não serviu para reduzir os índices de inflação recentes, pelo menos contribui para evitar uma elevação maior. A publicação do IPCA na quarta-feira (10/10) será o último indicador doméstico importante antes da reunião do Copom, a se realizar no dia 17.
Mercado Doméstico - Renda Variável

O mercado na semana que vem

A próxima semana será bastante curta, pois segunda-feira será feriado nos Estados Unidos e sexta, no Brasil. Isso em uma semana que reserva a ata do FOMC, dados sobre o mercado de hipotecas e de trabalho, o discurso de Ben Bernanke, presidente do Fed, e o índice de inflação ao produtor (PPI) de setembro nos Estados Unidos. A mistura de poucos dias e eventos significativos gera condições para mais uma semana de forte volatilidade.

A semana passada foi marcada por uma volatilidade razoavelmente elevada da Bovespa. Os índices da bolsa seguiram em parte o movimento apresentado pelas ações da CVRD, que sofreram forte realização entre terça e quinta-feira. Já as praças internacionais operaram aguardando os dados sobre o mercado de trabalho, que vieram acima das expectativas, estimulando a alta de sexta-feira.

No campo doméstico, o mercado já vive as expectativas em relação à reunião do Copom e à definição sobre a nova taxa de juros no próximo dia 17 - nossa expectativa é deos juros sejam mantidos em 11,25%. Desta forma, a primeira prévia do IGP-M de outubro e o IPC-Fipe da primeira quadrissemana devem chamar a atenção dos investidores.

Top picks da semana

Incluímos Tractebel Energia entre nossos top picks pelos seguintes motivos: (i) acreditamos que a companhia tem condições de contratar energia das usinas de Estreito no próximo leilão de energia nova (A-5), em 16 de outubro, adicionando mais 3 MW médios ao seu parque gerador; (ii) a companhia deve se beneficiar de um cenário apertado de oferta e demanda no médio prazo, puxando para cima o preço da energia; (iii) em nossa opinião, a companhia conseguirá desenvolver seus projetos sem alterar a sua política de dividendos.

A Petrobras anunciou a aquisição da usina térmica de Juiz de Fora, antes pertencente à Energisa e possuidora de uma capacidade de 87 MW. Além disso, mais do que o ativo em si, a Petrobras adquiriu os direitos de fornecimento de energia (PPA) para a região Nordeste. O contrato vale até 2022, e a companhia irá pagar R$ 204 milhões de reais em quatro vezes. A aquisição está sujeita à aprovação da Aneel e de outros órgãos reguladores.

Top picks da semana

A Anfavea divulgou os dados de setembro sobre a venda de carros novos. Os números se mantêm fortes, apresentando crescimento de 28,4% na comparação com o mesmo mês de 2006. O resultado de Tegma é positivamente afetado por esse volume, pois 80% de sua receita está ligada ao setor automobilístico, o que se constitui na prévia de um ótimo resultado no 3T07.

A Vale do Rio Doce e a Baosteel anunciaram um novo projeto siderúrgico no país, de cerca de R$ 5,5 bilhões. O complexo envolve a construção de uma usina, um terminal portuário e uma ferrovia. Atualmente a Vale pretende deter 20% de participação no projeto e a Baosteel, 60%. O restante seria completado por um terceiro sócio, possivelmente o BNDES.

Mais dois estados revelaram a intenção de quebrar os contratos com bancos privados sobre as contas de seus funcionários. Tanto o Itaú como o Bradesco já se mostraram prontos para uma guerra judicial a fim de garantir os direitos obtidos quando adquiriram, respectivamente, os bancos dos estados de Minas Gerias e da Bahia. Há um novo risco institucional perigoso para bancos, o que irá elevar os preços desses serviços e retardar o desenvolvimento do sistema financeiro.

iNDICADORES
Ativo

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1.84

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0.42

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Yen ***

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-3.14

1.63

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** Rentabilidade (+ depreciação do Real contra o dólar; - apreciação do Real)
*** Rentabilidade (- depreciação da moeda contra o dólar; + apreciação da moeda)

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